O adeus

Foi há dois meses e meio e para mim é esse que conta. Por­que esse é que foi um adeus como deve ser: sen­tido, apai­xo­nado e terno. O de hoje foi o nor­mal acu­mu­lar de mal-entendidos, coi­sas por dizer e pala­vras mal ama­nha­das com que o ser humano cons­trói dia­ri­a­mente a sua bana­li­dade inte­rior. Por isso, se não te impor­tas, ficas tu com o de hoje e eu fico com o outro.

16 Novembro 2004

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