Av. Elias Garcia

Uma mulher var­re­dora de ruas. É nova, tal­vez da minha idade. É muito bonita. Achei estra­nho que uma mulher assim var­resse ruas, mas depressa se tor­nou evi­dente a cre­ti­nice encer­rada neste pen­sa­mento. A seguir pen­sei que se me cru­zasse com ela na rua num domingo, o mais pro­vá­vel era não repa­rar. E con­cluí que, pro­va­vel­mente, embora muito bonita, o facto de var­rer ruas lhe con­fere uma beleza única e especial.

22 Novembro 2004

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