Pornografia

“Depois de os iso­lar, faça cui­da­do­sa­mente uma inci­são lon­gi­tu­di­nal nos mús­cu­los do plano médio do perí­neo, o mais inter­na­mente que puder, até encon­trar o folheto supe­rior ou pro­fundo da apo­ne­vrose peri­neal média. Rebata os mús­cu­los para fora, em direc­ção aos ramos isquio-púbicos. Pode agora obser­var o refe­rido folheto apo­ne­vró­tico, que deverá reba­ter da mesma forma que fez para os mús­cu­los. Está na pre­sença do tecido adi­poso do pro­lon­ga­mento ante­rior da fossa isquio-rectal, a que já fizé­ra­mos refe­rên­cia na dis­sec­ção do perí­neo poste¬rior. Este espaço é muito menos amplo na mulher do que no homem. Pro­cure remo­ver o escasso tecido adi­poso que o pre­en­che, a fim de obser­var os seus limi­tes. Por fora da ure­tra e da vagina, deve encon­trar o bordo infe­rior do mús­culo levan­ta­dor do ânus, limite sûpero-interno do pro­lon­ga­mento ante­rior da fossa isquio-rectal e que aqui repre­senta o plano mus­cu­lar pro­fundo do perí­neo. Exter­na­mente, pode obser­var o mús­culo obtu­ra­dor interno reves­tido pela sua apo­ne­vrose. O limite infe­rior é cons­ti­tuído pelo folheto supe­rior ou pro­fundo da apo­ne­vrose média do perí­neo. Para con­cluir a sua dis­sec­ção do perí­neo ante­rior, poderá abrir uma janela no mús­culo levan­ta­dor do ânus e na apo­ne­vrose pél­vica ou peri­neal pro­funda que o reveste supe­ri­or­mente, permitindo-lhe ace­der ao espaço pélvi-subperitoneal, mais facil­mente dis­se­cá­vel por via abdominal.”

in PINA, J. A. Espe­rança [et al] — Ana­to­mia geral e dis­sec­ção humana. Lis­boa : Lidel, 1995. ISBN 972−757−000−3. p. 124

4 Fevereiro 2005

Vagamente relacionados
O logradouro
Correcções
Wings Air
Alheamento
Lembras-te?

« 4 comentários

  • iuri05.02.05 | 06:51

    por que raio andas tu a ler o ener­gu­mero Espe­rança Pina?!!!

  • cristina07.02.05 | 06:53

    Denomina-se rino­fima a des­fi­gu­ra­ção do nariz resul­tante de uma intensa hiper­pla­sia das suas glân­dula sebá­ceas. Con­si­de­rado o está­gio final da acne rosá­cea, caracteriza-se pelo apa­re­ci­mento de gran­des cis­tos sebá­ceos de reten­ção decor­ren­tes da obs­tru­ção dos due­los de dre­na­gem das glân­du­las do ápice e asas do nariz.
    As alte­ra­ções mor­fo­ló­gi­cas têm iní­cio com a dila­ta­ção e engur­gi­ta­mento dos vasos capi­la­res e se fazem acom­pa­nhar de dis­tor­ção gros­seira do tecido sub­cu­tâ­neo, das car­ti­la­gens ata­res e do mús­culo nasal.
    Essa des­fi­gu­ra­ção do nariz processa-se de modo lento e pro­gres­sivo; ape­sar de aco­me­ter jovens e mulhe­res, é mais pre­va­lente em homens idosos.

    Como exem­plo, pro­cu­rar:
    O Ancião e a Cri­ança (1480).Domenico Ghir­lan­daio ( 1449 – 1494). Óleo sobre madeira , 62 x 46 cm Museu do Louve (Paris)

  • guictx07.02.05 | 09:53

    Olá Iuri. Por nenhuma razão em espe­cial que não seja a de me ter apa­re­cido o livro à frente e haver algo que me fas­cina nes­tas des­cri­ções cien­tí­fi­cas das nos­sas entranhas.

  • marcelo alves08.09.05 | 01:12

    gos­ta­ria de saber como fazer, quando o ânus dilata o que pode ser feito para vol­tar a con­tra­ção do mús­culo, se pode ser feito pro­ce­di­mento cirúr­gico, ou se há tra­ta­mento medi­ca­men­toso, e que medi­ca­men­tos podem ser usa­dos sem receita médica.

» Deixe um comentário