Pac-Man

Foi como me senti ao ter que andar às vol­tas com o carro até des­co­brir uma bar­r­reira poli­cial onde me dei­xas­sem pas­sar o arame far­pado para vir trabalhar.

4 Maio 2005

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« 2 comentários

  • ac04.05.05 | 21:59

    Pen­sava que a Igreja domi­nante nesse País tivesse inte­ri­o­ri­zado a sua His­tó­ria, feita de mui­tas bar­rei­ras e de muita per­se­gui­ção. Pen­sava que a demo­cra­cia por que luta­ram tanto, incluindo os bis­pos cató­li­cos, era uma ati­tude e uma viên­cia assu­mi­das e adop­ta­das como ideal a for­ta­le­cer e a cons­truir no dia a dia dos timo­ren­res. Pen­sava que as pes­soas letra­das e inte­li­gen­tes se assu­mis­sem na sua tole­rân­cia e lei­tura sen­sata dos acon­te­ci­men­tos. Pen­sava que o bom-senso fizesse parte do patri­mó­nio inte­lec­tual dos pode­res “escon­di­dos”. Pen­sava que estas pala­vras não deve­riam estar a ser escri­tas sobre ati­tu­des e com­por­ta­men­tos mani­pu­la­dos por pes­soas que per­ten­cem a uma reli­gião que há muita enter­rou as suas cru­za­das. Pen­sava que a inte­li­gên­cia ainda fun­ci­o­nasse numa direc­ção sen­sata e actu­a­li­zada. Pen­sava que isto não esti­vesse acon­te­cer. Toda­via, acon­tece. É assim este uni­verso mar­cado pelas dife­ren­ças, mas sem fle­xi­bi­li­da­des e enten­di­men­tos do que é a Igreja e o que é o Estado. Há muito que se enten­deu que a reli­gião não se pode con­fun­dir com as Igreja. Há cren­ças e há hie­rar­quias, há fé e há poder.
    O povo timo­rense encon­trará os cami­nhos mais ade­qua­dos ecom­pre­en­derá que não é por aqui que se vai. É pre­ciso que enten­dam onde está a razão e onde está a mani­pu­la­ção. Estou certo de que, mais tarde ou mais cedo, isso virá à superfície.

  • guictx05.05.05 | 10:02

    E há muita gente que faz cla­ra­mente essa dis­tin­ção. Há mui­tos timo­ren­ses, reli­gi­o­sos con­vic­tos, que não ade­ri­ram por­que “as san­tas só saem da igreja para a pro­cis­são”. Como tam­bém há outros, mais infor­ma­dos, que acu­sam direc­ta­mente a igreja de men­tir quando diz que o governo quer aca­bar com a reli­gião. A ver­dade é que durante estas duas sema­nas de mani­fes­ta­ção a popu­la­ção de Díli nunca aco­lheu em massa ao local.

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