Acto reflexo
Quase dois anos depois ainda me sai um “cabrões dos indonésios” sempre que entro numa casa queimada pelos militares do país vizinho em 1999.
3 Junho 2005
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ac — 03.06.05 | 20:35 ≡
Não faz mal. Há piores desabafos. Esse é até muito “elogioso”.
João Martins — 03.06.05 | 22:34 ≡
Lembraste-me a entrevista que fizemos à Nina Libeskind (o Daniel teve que desmarcar o encontro em cima da hora) durante a viagem da “Orla do Bosque”. Dizia ela que a viver em Berlim (ou em qualquer outro sítio da Alemanha), como judeus era-lhes difícil não olhar para as pessoas mais velhas sem desconfiança, fazendo contas de cabeça para determinar “que idade teria este gajo e o que estaria a fazer quando os nossos pais eram levados para os campos de concentração?”.
E a verdade é que um dos colaboradores deless, no atelier, é filho dum ex-oficial das SS.
A escala é outra, mas como dizia a Nina, o “muro [de Berlim] está dois palmos abaixo do chão e dois palmos acima: é tudo aquilo que queremos esquecer e tudo aquilo em que tropeçamos…”
j.p. — 07.06.05 | 22:43 ≡
É sinal que ainda te lembras. A malta esquece depressa ;.)
Gonçalo — 09.06.05 | 00:59 ≡
Gostava de enviar um email… que endereço utilizar?
guictx — 09.06.05 | 08:19 ≡
Perfeitamente João. No outro dia em Kupang quando conheci um tipo que era “colega” do Eurico Guterres também comecei logo a imaginá-lo de catana em punho a pegar fogo a tudo.
Gonçalo: no fundo da página a seguir a © 2005 está escrito “guictx”. Isso é um link para o meu mail.