Memória indescritível

A chapa de zinco imper­me­a­bi­liza a estru­tura, ao passo que o gamuti, apli­cado sobre esta, trans­porta con­sigo a fami­li­a­ri­dade e o reco­nhe­ci­mento da tec­no­lo­gia tra­di­ci­o­nal. Mas não é ape­nas de uma arti­ma­nha cons­tru­tiva que se trata, é de um con­flito. Um con­flito entre a efi­cá­cia maqui­nal do zinco e a beleza arte­sa­nal das fibras vege­tais do gamuti. O desen­vol­vi­mento con­tra a memória.

Não escon­de­mos o zinco, por­que que­re­mos tor­nar evi­dente esse con­flito. Por­que para lá desta cober­tura que ape­nas pro­cura pro­te­ger da chuva e do sol, há um país que se desen­volve, cor­rendo o risco, a cada dia, de per­der as suas raízes.

14 Setembro 2005

Vagamente relacionados
Superficialidade
O adeus
Movimento pela igualdade
O leitor
500 e poucas polaroids antes…

« 2 comentários

  • mj15.09.05 | 04:35

    Não é pos­sí­vel fazer-nos visu­a­li­zar o resul­tado do conflito?

  • pedro salavessa15.09.05 | 13:07

    Eu voto no gamuti!

» Deixe um comentário