Obrigado

Quando saí­mos, se está a nevar e tudo se pôs branco, fica­mos sós, sentimo-nos sós. Se o sol esti­ver a bri­lhar, tal­vez não. Mas nada garante que aquilo que o outro sente seja equi­va­lente ao que nós pró­prios sen­ti­mos. Quanto à men­sa­gem, não sei… Não há men­sa­gem. A melhor coisa é dei­xar a intui­ção e a ima­gi­na­ção agi­rem. É ver­dade que eu quero dizer com força qual­quer coisa difí­cil de for­mu­lar, qual­quer coisa de escon­dido; mas são os espec­ta­do­res que têm de o des­co­brir, senão tudo seria tosco e gros­seiro; são vocês que têm de o des­co­brir, eu não posso pro­ce­der dema­si­ado direc­ta­mente. Frente a cer­tos valo­res, é pre­ciso, acima de tudo, sen­si­bi­li­dade.

Pina Bausch

8 Novembro 2005

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« 5 comentários

  • alexandra09.11.05 | 18:47

    Hey! Eu vi-a a dan­çar a Sagra­ção da Pri­ma­vera… Nin­guém que ache a Sagra­ção da Pri­ma­vera sufi­ci­en­te­mente inte­res­sante para ser core­o­gra­fada merece cre­di­bi­li­dade. Acre­dita!!! Além disso, o Almo­do­var adora-a (lembras-te da cena de dança no “Fala com ela”?)and I rest my case!!!!

  • joana11.11.05 | 06:34

    Ten Chi-céu e terra…foi a pri­meira vez que me emo­ci­o­nei ver­da­dei­ra­mente num espec­tá­culo de dança. E que me fez vol­tar a acre­di­tar que dan­çar é das coi­sas mais boni­tas! E dobro o Obri­gado à Pina Bausch que me sai das vis­ce­ras! Olá Guilherme!

  • acart11.11.05 | 23:31

    Uma per­gunta: aí há neve? Se não há, não há lugar, tal­vez, para a soli­dão; se há, o melhor é levar sem­pre alguém para ultra­pas­sar a sen­sa­ção de soli­dão. Somos de um Pla­neta com cerca de 6,5 mil milhões de pes­soas (penso não me ter enga­nado). Somos mui­tos.
    Um abraço.

  • a b c13.11.05 | 14:58

    Acer­taste na mosca !…

  • alexandra08.12.05 | 17:26

    olha qe eu passo por aqui quase todos os dias para te dar uma esprei­ta­dela… então? avia-te!!!Vêmos-te pelo Natal?

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