Os amigos
Esses estranhos que nós amamos
e nos amam
olhamos para eles e são sempre
adolescentes, assustados e sós
sem nenhum sentido prático
sem grande noção da ameaça ou da renúncia
que sobre a luz incide
descuidados e intensos no seu exagero
de temporalidade pura
Um dia acordamos tristes da sua tristeza
pois o fortuito significado dos campos
explica por outras palavras
aquilo que tornava os olhos incomparáveis
Mas a impressão maior é a da alegria
de uma maneira que nem se consegue
e por isso ténue, misteriosa:
talvez seja assim todo o amor
José Tolentino Mendonça
10 Dezembro 2005
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alexandra — 10.12.05 | 20:59 ≡
ohhhh! glup! poijé…
alexandra — 15.12.05 | 23:25 ≡
Um diálogo:
– Gui, gostavas de voltar a dili?
– Sim.
– Então porquê?
– Tem areia, tem o bichinho (Nuno), o tio Verme… o tio Verme ainda tem cabelo, mamã?
dan — 18.01.06 | 05:05 ≡
coumé?
d'Janja — 28.01.06 | 05:51 ≡
Constou-me que isso tremeu há pouco.
Parece que as placas da eurásia, a australiana, a filipina e a do pacífico curtem andar às cabeçadas no Mar das Flores.
Mas dizem que ficou tudo bem.
O abraço!