Friques

R. explica-me que os fri­ques foram inven­ta­dos em Ber­lim. Ves­ti­dos de preto, mala­ba­ris­tas, embri­a­ga­dos e sem­pre com o cao atras. Explica-me que no regime de pro­tec­cao social da antiga Ale­ma­nha Oci­den­tal tinham direito a um sub­si­dio do estado e que este era refor­cado se tives­sem um cao para ali­men­tar. Assim se explica que nao se veja um grupo de fri­ques em Ber­lim sem uma meia-duzia de caes a volta.

Ora em Por­tu­gal, ainda que um fri­que con­siga ace­der ao Ren­di­mento Social de Inser­cao este nao cobre os cus­tos de ali­men­tar um cani­deo. Mais, um cao grande tipo pastor-alemao ainda custa um bocado a ali­men­tar. Muito mais cer­ta­mente que um rafei­rito ou um cani­che. Dai que os nos­sos fri­ques ou gos­tam mesmo muito de caes gran­des ou ainda nao per­ce­be­ram que em con­tex­tos em que o cao nao traz van­ta­gens finan­cei­ras tal­vez fosse melhor dispensa-lo da indumentaria.

14 Dezembro 2006

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« 1 comentário

  • dan15.12.06 | 02:43

    O CAO NA INDUMENTARIA E OPTIMO — ESCREVER SEM ACENTOS TAMBEM NAO PARECE NADA MAU.
    BER-LIM PUM PUM PUM BER-LIM PUM PUM PUM BER-LIM PUM PUM PUM BER-LIM PUM PUM PUM BER-LIM PUM PUM PUM! (COM TAMBORES tipo NO CAMPO DO NACIONAL ou isso)
    abra­ços aí ao derby

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