Católicos e o voto SIM

Votan­tes ins­cri­tos para o refe­rendo sobre a des­pe­na­li­za­ção da IVG: 8.832.628 (Fonte: STAPE, 2007)
Abs­ten­ções no refe­rendo: 4.981.015 (Fonte: STAPE, 2007)
Votos NÃO: 1.539.078 (Fonte: STAPE, 2007)
Votos SIM: 2.238.053 (Fonte: STAPE, 2007)
Per­cen­ta­gem de por­tu­gue­ses que pro­fes­sam a fé cató­lica: 91,52% (Fonte: Anuá­rio Cató­lico de Por­tu­gal, 2006)

Pro­jec­ção do número de votan­tes ins­cri­tos cató­li­cos: 8.083.621
(apli­cando a per­cen­ta­gem de cató­li­cos ao total dos votante inscritos)

Pro­jec­ção do número de cató­li­cos que votou SIM: 1.563.528
(admi­tindo, num cená­rio extremo, que todas as abs­ten­ções e votos NÃO são de votan­tes cató­li­cos e sub­traindo esses núme­ros à pro­jec­ção do número de votan­tes ins­cri­tos católicos)

Donde se pode­ria con­cluir, num mundo em que estas con­tas esti­ves­sem cer­tas, que a grande cisão na soci­e­dade por­tu­guesa não seria entre cató­li­cos defen­so­res da vida e ateus defen­so­res da morte, mas entre as dife­ren­tes visões que os segui­do­res da fé cató­lica em Por­tu­gal têm sobre o assunto.

12 Fevereiro 2007

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« 2 comentários

  • ACARTAXO15.02.07 | 23:16

    O “pós-modernismo” intro­du­ziu algu­mas frag­men­ta­ções nos espa­ços tidos como con­sis­ten­tes e “eter­nos”. Aqui, algo seme­lhante poderá ter acon­te­cido. As Cons­ci­ên­cias, quando fun­ci­o­nam e reflec­tem sobre o que se passa no nosso Mundo, assu­mem a deci­são mais ajus­tada às cir­cuns­tân­cias do tempo. Ser Cató­lico é ser humano, sen­sí­vel, soli­dá­rio, capaz de se assu­mir no mundo de pes­soas com mun­dos inte­ri­o­resz e exte­ri­o­res dife­ren­tes.
    As con­tas? Con­se­guiste o cami­nho de resul­ta­dos e de ilac­ções “perto da segu­rança esta­tís­tica”. Mas que mui­tos cató­li­cos terão posto a cru­zi­nha no SIM, isso é uma hipó­tese muito possível…Isto é um dado que não se confessa…

  • guictx16.02.07 | 14:36

    Mas o pro­blema das Cons­ci­ên­cias é o con­fronto com o sis­tema moral a que per­ten­cem. A força que mui­tas vezes falta à Cons­ci­ên­cia para levar as deci­sões até ao fim, ainda que sozi­nhas. Achas que um cató­lico ten­tará expiar o facto de ter votado sim? Achas que se sente cul­pado? E que lei­tura fará a igreja des­tes fac­tos? Como explica o facto de serem as Cons­ci­ên­cias a ditar a moral?

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