A vida escrita

Leio os blo­gues de pes­soas que admiro, pes­soas fan­tasma, a ilu­são de um nome com pala­vras asso­ci­a­das.(…)
O traço mais carac­te­rís­tico desta escrita – e não só, é o elo de quase todas as con­ver­sas e base de tra­ba­lhos, arte e pen­sa­mento – trata-se do vigor refe­ren­ci­a­lista. Nin­guém avança com uma ideia ou des­cri­ção de uma sim­ples sen­sa­ção pes­soal sem estar auto­ma­ti­ca­mente a citar, a alu­dir, a refe­rir. Nin­guém con­voca um pro­blema sem usar como pre­texto para iní­cio ou tota­li­dade da argu­men­ta­ção um filme ou um livro. A dimen­são da ima­gem observada/lida tem sem­pre mais força do que o acto pre­sen­ci­ado, uma expe­ri­ên­cia que envolva o sujeito que escreve ou conta.

A Marta acerta sem­pre onde é preciso.

27 Junho 2007

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« 2 comentários

  • marta03.07.07 | 01:56

    e tu cin­ti­nuas a fazer-me rir e pen­sar ao mesmo tempo.

  • guictx03.07.07 | 07:23

    Cin­ti­nuas? Que raio quer dizer cintinuas?

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