Invisible Reality Show 4

Não é todos os dias que per­se­gui­mos uma mulher de casaco ver­me­lho, que nos sen­ta­mos num murete a beber uma cer­veja quente ofe­re­cida, que per­se­gui­mos uma porta azul, que anda­mos pela rua de mão dada com um coe­lho gigante, que nos guiam por­que esta­mos de olhos fecha­dos, que nos metem foto­gra­fias no bolso, que nos susur­ram ao ouvido, que nos can­tam músi­cas, que con­ver­sam con­nosco, que nos levam a pas­sear de carro e de barco e nos fazem olhar para o mundo como se ele esti­vesse a ser cons­truído para nós.
Infe­liz­mente isto tudo só acon­tece muito de vez em quando.

11 Agosto 2007

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« 3 comentários

  • hau13.08.07 | 10:48

    Ou não… Não há melho­res per­for­mers do que os que pas­sam por nós todos os dias… Só é pre­ciso estar atento e interessado.

  • alexandra17.08.07 | 12:41

    e o coe­lho? o coe­lho estava atrasado?

  • guictx18.08.07 | 20:16

    O coe­lho não estava atra­sado, embora no iní­cio esti­vesse com alguma pressa.

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