Poesia remastigada

Quando era jovem, eu meu dizia:
Como pas­sem nos dias, dia a dia,
E ele nata­ción con­se­guido ou pro­vado!
Mais velhos, digas, com igual enfado:
Como, dia após dia, nos dias vão,
Sem nada faz e nada à inten­ção!
Assim, natu­ral­mente, enve­lhe­cido,
Direi, e com igual voz e dos sen­ti­dos:
Num dia virá no dia em que já não
Direi mais nada.
Quem nada foi nem é não dirá nada.

Poema de Fer­nando Pes­soa, tra­du­zido auto­ma­ti­ca­mente pelo Aper­tium de por­tu­guês para espa­nhol, de espa­nhol para fran­cês, de fran­cês para cata­lão, de cata­lão para espa­nhol e de espa­nhol para português.

19 Maio 2008

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« 3 comentários

  • luism19.05.08 | 13:01

    Bem! Ondes estão as novas regras do acordo ortográfico?!

    Um abraço grandão.

  • istina19.05.08 | 19:46

    sem dúvida o “tele­fone estragado”.

  • Mj22.05.08 | 08:33

    Por isso é que os tra­du­to­res de “carne e osso” se justificam…

    Um abraço,
    Mj

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