O ponto

“E nada proíbe pensar-se que um dia um negro venha a ser eleito pre­si­dente dos Esta­dos Uni­dos e um branco, pre­si­dente da África do Sul. Seme­lhante even­tu­a­li­dade só parece, no entanto, ser de con­si­de­rar no fim de um pro­cesso efi­caz de har­mo­ni­za­ção interna, de inte­gra­ção e de matu­ra­ção, quando cada um dos can­di­da­tos possa ser jul­gado pelos seus pró­prios con­ci­da­dãos pelas suas qua­li­da­des huma­nas e pelas suas opi­niões e não pelas per­ten­ças que her­dou. Escu­sado é dizer que não nos encon­tra­mos nesse ponto.” ¹

Dez anos depois pare­ce­mos pres­tes a che­gar lá.

¹ MALOUF, Amin — As Iden­ti­da­des Assas­si­nas. Mira­flo­res: Difel, 1999.

19 Outubro 2008

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« 4 comentários

  • hau22.10.08 | 12:51

    ou isso ou o medo… No caso dos EUA, infe­liz­mente, é o que me parece…

  • guictx22.10.08 | 14:59

    Quando uma vez expres­sei a um amigo estado-unidense a minha dúvida sobre o tipo de pen­sa­mento polí­tico que leva alguémn a votar no Arnold Schwar­ze­ne­ger para gover­na­dor da Cali­for­nia, respondeu-me que a ques­tão não tem nada que ver com ide­o­lo­gia. Tem a ver com um des­con­ten­ta­mento tão pro­fundo com a classe polí­tica comum que qual­quer excep­ção à regra é vista como uma novi­dade a experimentar.

  • hau23.10.08 | 14:03

    Ou isso. Não me parece é que este­jam n“um pro­cesso efi­caz de har­mo­ni­za­ção interna, de inte­gra­ção e de maturação (…)”

  • guictx23.10.08 | 14:20

    De facto não parece, mas nal­gum ponto inte­res­sante terão que estar para que isto seja sequer uma possibilidade.

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