Proximidade

A minha rela­ção com o cas­te­lhano ainda é muito insi­pi­ente, mas já lhe noto uma incrí­vel van­ta­gem em rela­ção ao inglês como lín­gua de uti­li­za­ção quo­ti­di­ana: está muito mais pró­ximo da forma como penso.
Falar inglês sem­pre me fez sen­tir uma certa dis­so­ci­a­ção entre o que estou a dizer e o que estou a pen­sar; pior, às vezes ouço-me a falar inglês e pergunto-me “Quem é este gajo?”.
O cas­te­lhano sai com mais natu­ra­li­dade. Os manei­ris­mos, as expres­sões, os esta­dos de espí­rito são muito mais seme­lhan­tes à minha forma de pen­sar estru­tu­rada pelo por­tu­guês.
Não há-de fal­tar muito para me come­çar a sen­tir ibé­rico.

27 Outubro 2008

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« 3 comentários

  • mmux29.10.08 | 02:51

    Te com­pre­endo muito bem, mas depois de onde é que vinham os maus ven­tos e os maus casamentos?

  • guictx29.10.08 | 09:13

    Podíamo-nos jun­tar todos no des­prezo comum pelos bifes, que é outra coisa que já nos apro­xima bastante.

  • mmux29.10.08 | 13:44

    Depois tínha­mos que tra­zer os fran­ce­ses para a his­tó­ria… Não sei.

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