Kalash

Brasão de armas de Timor-Leste

(…) dis­posta com a coro­nha para o lado esquerdo e o cano para o lado direito, encontra-se a espin­garda auto­má­tica (modelo AK-47/Galaxi) repro­du­zida a fundo preto com con­tor­nos em cor branca e em posi­ção mais ele­vada do que a coro­nha e sem tocar a base da roda dentada; (…)*

(…) o con­junto da espin­garda auto­má­tica, de modelo AK-47/Galaxi, o rama inan e o dinan sim­bo­liza os valo­res de sécu­los de luta de resis­tên­cia do povo pela liber­ta­ção naci­o­nal e auto-defesa popu­lar pela honra e dig­ni­dade da sobe­ra­nia do Estado; (…)*

Com a apro­va­ção da Lei 2/2007, Timor-Leste pas­sou a acom­pa­nhar Moçam­bi­que e o Zim­babwe no muito res­trito clube dos paí­ses que têm a Kalash­ni­kov AK47 repre­sen­tada no seu bra­são de armas.

* Excer­tos do artigo 6º da Lei 2/2007 da Repú­blica Demo­crá­tica de Timor-Leste.

18 Novembro 2008

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« 5 comentários

  • Luism18.11.08 | 10:57

    Con­fesso que nunca me tinha aper­ce­bido deste por­me­nor.
    Seria melhor inse­ri­rem a catana ou… um punhal lorosae/loromunu, do tipo usado por qual­quer liu­rai… Agora uma HK 47?!

  • guictx18.11.08 | 11:06

    Tam­bém achei estra­nho. Quer dizer, até com­pre­endo que a Kalash­ni­kov tenha tido um papel deter­mi­nante para a guer­ri­lha e que possa ser o sím­bolo des­ses anos de luta, mas repescá-lo para ide­ni­ti­fi­car a nova etapa de país demo­crá­tico parece-me dema­si­ado. É como o nosso hino e o apelo às armas.

  • MJosé18.11.08 | 12:46

    Não sou dos que sen­tem que é pre­ciso mudar a letra do Hino Por­tu­guês, por­que tendo, como qual­quer poema, as suas moti­va­ções e o seu momento de cri­a­ção, tem tam­bém a pos­si­bi­li­dade de lei­tu­ras meta­fo­ri­za­das dita­das pelos tem­pos e pelas vivên­cias.
    Ora, se uma parte da nossa his­tó­ria se fez, de facto, a “ferro e fogo”, tam­bém se fez e con­ti­nua a fazer das armas de cada um (e de todos como povo) con­tra as defí­ceis con­di­ções de vida,o desem­prego, a penú­ria, a doença, a mar­gi­na­li­dade…
    Nos tem­pos que cor­rem bem pre­ci­sa­mos de bus­car todas as nos­sas armas de cora­gem, de rigor, de empenho,de sen­tido cívico… e com toda a meta­fo­ri­za­ção pos­sí­vel, assu­mir o grito: “às armas! Ás armas! Con­tra os canhões, lutar,lutar!”

  • MJosé18.11.08 | 12:48

    Errata: Leia-se …“difí­ceis con­di­ções de vida”…

  • guictx18.11.08 | 19:45

    No caso do hino por­tu­guês parecia-me muito mais inte­res­sante um apelo que moti­vasse posi­ti­va­mente a coe­são social em vez de pro­mo­ver a união perante a ame­aça ini­miga, meta­fó­rica ou não.
    Além do mais não é muito bonito ouvir as cri­an­ci­nhas a gri­tar “às armas, às armas”. Exac­ta­mente da mesma maneira que uma Kalash­ni­kov não fica bem nas mãos de uma criança.

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