AFI

É comum os cantores de ópera serem versados no Alfabeto Fonético Internacional (AFI) para poderem interpretar uma ópera num idioma que não sabem falar. Com os libretos transliterados no AFI e com o acompanhamento de um professor de dicção torna-se muito mais simples para um cantor lírico fazer o seu trabalho: não tem que aprender um idioma novo cada vez que lhe aparece uma obra numa língua que não domina.
O que me fascina, para além do óbvio potencial gráfico de escrever no AFI, é a possibilidade de um alfabeto universal que nos permite reproduzir os sons de uma língua, e assim comunicar, no total desconhecimento da sua ortografia e gramática.
Fonte da imagem: Dibbern, Mary; Bizet, Georges — Carmen. Hillsdale: Pendragon Press, 2000. Excerto do libreto com os versos em AFI, francês e inglês; consultado no Google Books.
20 Maio 2009
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