Na metrópole

Nós, os da metró­pole, gos­ta­mos muito de apli­car os nos­sos prin­cí­pios e vir­tu­des aos que vivem no ultra­mar e que são iguais a nós, sem­pre que tal nos con­vém. Chama-se acção civi­li­za­dora.

Cópia do artigo no Timor-Online caso o ori­gi­nal fique inacessível.

25 Novembro 2008 | Sem comentários

Escalivada

Em cima de um gre­lha­dor a car­vão ou den­tro de um forno (tanto um como outro deve­rão estar ace­sos) metem-se uma berin­gela, um pimento e uma cebola, que se vão virando fre­quen­te­mente. Quando esti­ve­rem bem assa­dos, tira-se-lhes a pele, cortam-se às tiras e misturam-se numa sala­deira, tem­pe­rando com sal e azeite. Come-se frio.

25 Novembro 2008 | 3 comentários

Guilherme Simpson

Guilherme Simpson

A suges­tão vem do Dani e é sufi­ci­en­te­mente diver­tida para pas­sar à Cris­tina, ao Nuno, à Carla Ale­xan­dra e à Gui, à Sara e ao Daniel.

Um dia des­tes invento eu uma des­tas correntes.

23 Novembro 2008 | 7 comentários

Siderodromofilia

É muito difí­cil não per­der horas de pro­du­ti­vi­dade a ver as foto­gra­fias de com­bóios que o Nuno tem no seu flickr. Dífi­cil e quase pornográfico.

21 Novembro 2008 | 2 comentários

Telemarketing

TELEMARKETEER: Hi, would you be inte­res­ted in swit­ching over to TMI long dis­tance ser­vice.
JERRY: Oh, gee, I can’t talk right now. Why don’t you give me your home num­ber and I’ll call you later.
TELEMARKETEER: Uh, I’m sorry we’re not allowed to do that.
JERRY: Oh, I guess you don’t want peo­ple cal­ling you at home.
TELEMARKETEER: No.
JERRY: Well now you know how I feel. *

Para a pró­xima, fazer como o Seinfeld.

* Excerto do argu­mento do epi­só­dio “The Pitch” da quarta tem­po­rada da série Sein­feld, escrito por Larry David.

20 Novembro 2008 | 3 comentários

Kalash

Brasão de armas de Timor-Leste

(…) dis­posta com a coro­nha para o lado esquerdo e o cano para o lado direito, encontra-se a espin­garda auto­má­tica (modelo AK-47/Galaxi) repro­du­zida a fundo preto com con­tor­nos em cor branca e em posi­ção mais ele­vada do que a coro­nha e sem tocar a base da roda dentada; (…)*

(…) o con­junto da espin­garda auto­má­tica, de modelo AK-47/Galaxi, o rama inan e o dinan sim­bo­liza os valo­res de sécu­los de luta de resis­tên­cia do povo pela liber­ta­ção naci­o­nal e auto-defesa popu­lar pela honra e dig­ni­dade da sobe­ra­nia do Estado; (…)*

Com a apro­va­ção da Lei 2/2007, Timor-Leste pas­sou a acom­pa­nhar Moçam­bi­que e o Zim­babwe no muito res­trito clube dos paí­ses que têm a Kalash­ni­kov AK47 repre­sen­tada no seu bra­são de armas.

* Excer­tos do artigo 6º da Lei 2/2007 da Repú­blica Demo­crá­tica de Timor-Leste.

18 Novembro 2008 | 5 comentários

Entre-andar

Acto de cami­nhar ao longo do inte­rior de uma com­po­si­ção de metro­po­li­tano de forma a que, quando o pas­sa­geiro sai da car­ru­a­gem no seu des­tino, esteja o mais pró­ximo pos­sí­vel da saída pre­ten­dida. Faz-se quando e cumu­la­ti­va­mente não se tenha pré-andado, se con­siga pas­sar entre car­ru­a­gens e a quan­ti­dade de pas­sa­gei­ros per­mita a progressão.

17 Novembro 2008 | 3 comentários

Pixapins

Pixa­pins é o nome dado aos bar­ce­lo­ne­ses pelo habi­tan­tes da Cata­lu­nha. A tra­du­ção à letra para por­tu­guês é “mija-pinheiros”.
O epí­teto deve-se ao cos­tume dos bar­ce­lo­ne­ses saí­rem de Bar­ce­lona ao fim-de-semana para o inte­rior Cata­lão e de fre­quen­te­mente satis­fa­ze­rem as suas neces­si­da­des de encon­tro a uma árvore.
Além de pixa­pins tam­bém lhes cha­mam cama­cus, com base na expres­são que maco que no dia­lecto cata­lão de Bar­ce­lona sig­ni­fica “que bonito”.
É pois muito fácil ima­gi­nar as hor­das de bar­ce­lo­ne­ses pas­se­ando de auto­mó­vel pelo campo ao sábado à tarde a excla­mar “que bonito” a torto e a direito e a mija­rem con­tra as árvo­res, sob o gozar acu­ti­lante dos habi­tan­tes rurais.

São muito diver­ti­dos estes catalães.

15 Novembro 2008 | Sem comentários

Antimundo

Hoje, ao sair do tra­ba­lho à hora a que cos­tumo entrar todos os dias, ultra­pas­sando as pes­soas com quem me cos­tumo cru­zar, não reco­nhe­cendo as que cami­nham em sen­tido con­trá­rio, a ver que afi­nal tam­bém põem jor­nais deste lado do qui­os­que, sem saber se será melhor ir na pri­meira ou segunda car­ru­a­gem do metro, a ouvir as esta­ções pela ordem inversa, a achar que está calor no cami­nho para casa e a entrar no pré­dio em vez de sair; tive a sen­sa­ção que estava no meu antimundo.

12 Novembro 2008 | 5 comentários

Cacaolat

Cacaolat

7 Novembro 2008 | 3 comentários