Acto de caminhar ao longo do interior de uma composição de metropolitano de forma a que, quando o passageiro sai da carruagem no seu destino, esteja o mais próximo possível da saída pretendida. Faz-se quando e cumulativamente não se tenha pré-andado, se consiga passar entre carruagens e a quantidade de passageiros permita a progressão.
17 Novembro 2008 | 3 comentários
Pixapins é o nome dado aos barceloneses pelo habitantes da Catalunha. A tradução à letra para português é “mija-pinheiros”.
O epíteto deve-se ao costume dos barceloneses saírem de Barcelona ao fim-de-semana para o interior Catalão e de frequentemente satisfazerem as suas necessidades de encontro a uma árvore.
Além de pixapins também lhes chamam camacus, com base na expressão que maco que no dialecto catalão de Barcelona significa “que bonito”.
É pois muito fácil imaginar as hordas de barceloneses passeando de automóvel pelo campo ao sábado à tarde a exclamar “que bonito” a torto e a direito e a mijarem contra as árvores, sob o gozar acutilante dos habitantes rurais.
São muito divertidos estes catalães.
15 Novembro 2008 | Sem comentários
Hoje, ao sair do trabalho à hora a que costumo entrar todos os dias, ultrapassando as pessoas com quem me costumo cruzar, não reconhecendo as que caminham em sentido contrário, a ver que afinal também põem jornais deste lado do quiosque, sem saber se será melhor ir na primeira ou segunda carruagem do metro, a ouvir as estações pela ordem inversa, a achar que está calor no caminho para casa e a entrar no prédio em vez de sair; tive a sensação que estava no meu antimundo.
12 Novembro 2008 | 5 comentários

7 Novembro 2008 | 3 comentários
Um bonito texto do Nuno a fazer lembrar uma questão que sempre me ocupou a cabeça quando trabalhava no contexto do apoio ao desenvolvimento: quem é que ajuda quem a desenvolver-se?
31 Outubro 2008 | 2 comentários

Vem ter comigo enquanto almoço no jardim. Digo-lhe “sienta” e ele senta-se à minha frente a olhar para a minha comida. Fica uns cinco minutos nisto, a ver se lhe sobra alguma coisa, e depois vai à vida dele.
28 Outubro 2008 | 6 comentários
A minha relação com o castelhano ainda é muito insipiente, mas já lhe noto uma incrível vantagem em relação ao inglês como língua de utilização quotidiana: está muito mais próximo da forma como penso.
Falar inglês sempre me fez sentir uma certa dissociação entre o que estou a dizer e o que estou a pensar; pior, às vezes ouço-me a falar inglês e pergunto-me “Quem é este gajo?”.
O castelhano sai com mais naturalidade. Os maneirismos, as expressões, os estados de espírito são muito mais semelhantes à minha forma de pensar estruturada pelo português.
Não há-de faltar muito para me começar a sentir ibérico.
27 Outubro 2008 | 3 comentários
Põe-se um molho de acelgas a cozer em água a ferver durante cerca de dez minutos.
Enquanto cozem, corta-se um quarto de pimento às tiras, pica-se um tomate e põe-se tudo a refogar numa frigideira.
Depois de cozidas e bem escorridas, cortam-se as acelgas aos bocados, juntam-se ao refogado e deixa-se estar tudo para ali a fazer barulho enquanto se lava a loiça que se sujou até agora.
Juntam-se então dois ou três ovos, abertos directamente para a frigideira, e mexe-se vigorosamente até estarem quase feitos, altura em que se tempera com sal e pimenta a gosto.
24 Outubro 2008 | 5 comentários
Deve haver muito poucas coisas tão simultaneamente deselegantes e prejudiciais para o corpo de uma mulher como correr de saltos altos.
23 Outubro 2008 | 5 comentários