Vaporizados

Vaporizados

12 Novembro 2009 | 2 comentários

Our Jargon Muffles the Drum

The empty hand of inno­cence
trans­fu­sing street of the sor­rows
and chil­dren of the wood
Houn­ded, shred­ding all veils
and win­ding all she­ets of the dead world dro­ning
Over­tur­ning tables laden with sil­ver sacri­fi­cial birds
Bea­ting goat-skin drums
Advan­cing with hands out-stretched
and we keep fil­ling them with mer­cury nitrate, asbes­tos
Baby bombs blas­ting blue
Sca­ven­gers pic­king through the ashes
Chil­dren of the mills!
Chil­dren of the junkyards!
Sle­epy, illi­te­rate, fuzzy lit­tle rats
haun­ted, paint-sniffin’,
sto­ned out of their sha­ved heads
For­got­ten, fora­ging, mys­ti­cal chil­dren
Foul-mouthed, glassy eyed, hallucinating

Excerto do poema Our Jar­gon Muf­fles the Drum de Patti Smith, usado na sua ver­são de Smells Like Teen Spi­rit dos Nirvana.

11 Novembro 2009 | Sem comentários

Menos um carro

Quando eu e a minha melhor metade fomos para Bar­ce­lona, pen­sá­mos que, por ser uma cidade grande e por ques­tões de como­di­dade, tería­mos que levar o carro para lá. Nunca foi pre­ciso. Andá­mos sem­pre a pé, de bici­cleta e de trans­por­tes públicos.

Um ano e meio depois desta vida urbana sem carro está­va­mos con­ver­ti­dos e, che­ga­dos a Lis­boa, pro­cu­rá­mos uma casa que nos per­mi­tisse con­ti­nuar o mesmo estilo de vida — só fal­tam as bici­cle­tas. Con­ti­nu­a­mos a ter carro, mas anda­mos muito pouco com ele e é fre­quente ter­mos que fazer um esforço para nos lem­brar­mos onde ficou esta­ci­o­nado. Eu vou a pé para o meu local de tra­ba­lho, faze­mos com­pras no comér­cio do bairro e para ir mais longe usa­mos trans­por­tes públicos.

É uma sen­sa­ção con­tra­di­tó­ria mas eu sinto que, sem carro, tenho mais mobi­li­dade urbana. E defi­ni­ti­va­mente sinto-me mais humano.

Para me acli­ma­ti­zar a esta vida sem carro na cidade de Lis­boa tenho seguido o Menos um carro (não con­fun­dir com a ver­go­nhosa imi­ta­ção da Car­ris).

10 Novembro 2009 | 8 comentários

Polaroids

Polaroids

As pola­roids vão ser apre­sen­ta­das pela pri­meira vez ao público. Depois digo onde.

9 Novembro 2009 | 6 comentários

Um dia bom

Cais do Sodré

Há dias de merda, que pare­cem o des­fe­cho de uma cons­pi­ra­ção uni­ver­sal con­tra nós, e há dias bons, em que sen­ti­mos que a nossa cons­pi­ra­ção con­tra o uni­verso está final­mente a dar resultado.

Hoje foi um dia bom.

5 Novembro 2009 | 3 comentários

Splinter Cell Timor Leste

Para me entre­ter nos dias em que comuto de metro­po­li­tano, ins­ta­lei o Splin­ter Cell Pan­dora Tomor­row no meu tele­mó­vel. Não que­ria acre­di­tar quando per­cebi que o jogo se passa em Timor-Leste.

Splinter Cell Pandora Tomorrow

Ainda não per­cebi muito bem quem são os rebel­des, mas como se pode ver nas cap­tu­ras aqui repro­du­zi­das é óbvio que o pri­meiro nível se passa na Per­ta­mina, com che­gada de barco pela praia de Comoro.

Esta­mos cada vez mais perto do Grand Theft Auto: Dili.

5 Novembro 2009 | Sem comentários

Criaturas

Criaturas

“O que define a fron­teira entre o sonho e a rea­li­dade e a forma como nos deba­te­mos para a trans­gre­dir é o tema cen­tral da obra que se estreia no Tea­tro Avei­rense: “(ainda que não o diga fre­quen­te­mente) as tuas cri­a­tu­ras povoam os meus sonhos”, assim como uma per­gunta recor­rente: “tens mais medo do escuro ou do silêncio?”.

Som, ima­gem e pala­vras, situ­a­ções e ban­das sono­ras e visu­ais recu­pe­ra­das de frag­men­tos de sonho, pesa­delo e rea­li­dade são apre­sen­ta­das e pro­pos­tas ao público num con­vite não à con­tem­pla­ção ou voyeu­rismo oní­rico, nem ao deva­neio sur­re­a­lista, mas como exer­cí­cio colec­tivo de recons­tru­ção das sen­sa­ções indi­vi­du­ais das via­gens de e para o sonho.”

O João apre­senta as suas cri­a­tu­ras ama­nhã, em Aveiro, no Tea­tro Aveirense.

4 Novembro 2009 | Sem comentários

Bocados da casa

Aos pou­cos, deva­ga­ri­nho, a nossa casa ganha forma.

Cadeirão
Malas
Candeeiro de cabeceira
Mesa de jantar
Candeeiro da sala

2 Novembro 2009 | 2 comentários

Fila do supermercado

Domingo, 10:30h, super­mer­cado, fila da caixa 2, por ordem de atendimento:

  1. Homem, vinte e mui­tos, roupa de sair à noite, ar de sono, pão, leite e coi­sas de pôr no pão;
  2. Mulher, setenta e mui­tos, roupa de ir à missa, cabelo arran­jado, bola­chas, iogur­tes, fruta e legumes;
  3. Homem, trinta e pou­cos, roupa de domingo, ar de sono, pão, legu­mes, carne e água;
  4. Homem, trinta e pou­cos, fato-de-treino ou pijama, ar de sono, pão e palmiers.

1 Novembro 2009 | 6 comentários

Lisbon Studio

The Lisbon Studio
Cons­ti­tuído por um grupo de pro­fis­si­o­nais inde­pen­den­tes, o Lis­bon Stu­dio agrupa ilus­tra­do­res, auto­res de BD, ani­ma­do­res, argu­men­tis­tas, desig­ners e arqui­tec­tos, divi­di­dos por três salas e um open-space. Embora cada um tenha o seu posto e orga­nize o seu tra­ba­lho da forma que enten­der, a par­ti­lha do espaço e do quo­ti­di­ano têm a grande van­ta­gem de poten­ciar o colec­tivo. São muito comuns os tra­ba­lhos em con­junto, a troca de refe­rên­cias de cli­en­tes ou mesmo a pas­sa­gem de enco­men­das de tra­ba­lho a quem seja mais apto ou esteja mais dis­po­ní­vel. Cola­bo­ra­ção sem­pre em vez de competição.

Para além disso as refei­ções comem-se em grupo na cozi­nha, há action-figures por todo o lado e toda a gente con­se­gue falar com voz de cartoon.

Desde o prin­cí­pio de Outu­bro que o estú­dio boq tem o seu espaço de tra­ba­lho no Lis­bon Stu­dio e não podia estar mais con­tente com a opção.

“I think this is the begin­ning of a beau­ti­ful friendship!”

Mais infor­ma­ções sobre o Lis­bon Stu­dio no futuro sítio na web, no twit­ter e no Face­book.

30 Outubro 2009 | Sem comentários