Um dia bom

Cais do Sodré

Há dias de merda, que pare­cem o des­fe­cho de uma cons­pi­ra­ção uni­ver­sal con­tra nós, e há dias bons, em que sen­ti­mos que a nossa cons­pi­ra­ção con­tra o uni­verso está final­mente a dar resultado.

Hoje foi um dia bom.

5 Novembro 2009 | 3 comentários

Splinter Cell Timor Leste

Para me entre­ter nos dias em que comuto de metro­po­li­tano, ins­ta­lei o Splin­ter Cell Pan­dora Tomor­row no meu tele­mó­vel. Não que­ria acre­di­tar quando per­cebi que o jogo se passa em Timor-Leste.

Splinter Cell Pandora Tomorrow

Ainda não per­cebi muito bem quem são os rebel­des, mas como se pode ver nas cap­tu­ras aqui repro­du­zi­das é óbvio que o pri­meiro nível se passa na Per­ta­mina, com che­gada de barco pela praia de Comoro.

Esta­mos cada vez mais perto do Grand Theft Auto: Dili.

5 Novembro 2009 | Sem comentários

Criaturas

Criaturas

“O que define a fron­teira entre o sonho e a rea­li­dade e a forma como nos deba­te­mos para a trans­gre­dir é o tema cen­tral da obra que se estreia no Tea­tro Avei­rense: “(ainda que não o diga fre­quen­te­mente) as tuas cri­a­tu­ras povoam os meus sonhos”, assim como uma per­gunta recor­rente: “tens mais medo do escuro ou do silêncio?”.

Som, ima­gem e pala­vras, situ­a­ções e ban­das sono­ras e visu­ais recu­pe­ra­das de frag­men­tos de sonho, pesa­delo e rea­li­dade são apre­sen­ta­das e pro­pos­tas ao público num con­vite não à con­tem­pla­ção ou voyeu­rismo oní­rico, nem ao deva­neio sur­re­a­lista, mas como exer­cí­cio colec­tivo de recons­tru­ção das sen­sa­ções indi­vi­du­ais das via­gens de e para o sonho.”

O João apre­senta as suas cri­a­tu­ras ama­nhã, em Aveiro, no Tea­tro Aveirense.

4 Novembro 2009 | Sem comentários

Bocados da casa

Aos pou­cos, deva­ga­ri­nho, a nossa casa ganha forma.

Cadeirão
Malas
Candeeiro de cabeceira
Mesa de jantar
Candeeiro da sala

2 Novembro 2009 | 2 comentários

Fila do supermercado

Domingo, 10:30h, super­mer­cado, fila da caixa 2, por ordem de atendimento:

  1. Homem, vinte e mui­tos, roupa de sair à noite, ar de sono, pão, leite e coi­sas de pôr no pão;
  2. Mulher, setenta e mui­tos, roupa de ir à missa, cabelo arran­jado, bola­chas, iogur­tes, fruta e legumes;
  3. Homem, trinta e pou­cos, roupa de domingo, ar de sono, pão, legu­mes, carne e água;
  4. Homem, trinta e pou­cos, fato-de-treino ou pijama, ar de sono, pão e palmiers.

1 Novembro 2009 | 6 comentários

Lisbon Studio

The Lisbon Studio
Cons­ti­tuído por um grupo de pro­fis­si­o­nais inde­pen­den­tes, o Lis­bon Stu­dio agrupa ilus­tra­do­res, auto­res de BD, ani­ma­do­res, argu­men­tis­tas, desig­ners e arqui­tec­tos, divi­di­dos por três salas e um open-space. Embora cada um tenha o seu posto e orga­nize o seu tra­ba­lho da forma que enten­der, a par­ti­lha do espaço e do quo­ti­di­ano têm a grande van­ta­gem de poten­ciar o colec­tivo. São muito comuns os tra­ba­lhos em con­junto, a troca de refe­rên­cias de cli­en­tes ou mesmo a pas­sa­gem de enco­men­das de tra­ba­lho a quem seja mais apto ou esteja mais dis­po­ní­vel. Cola­bo­ra­ção sem­pre em vez de competição.

Para além disso as refei­ções comem-se em grupo na cozi­nha, há action-figures por todo o lado e toda a gente con­se­gue falar com voz de cartoon.

Desde o prin­cí­pio de Outu­bro que o estú­dio boq tem o seu espaço de tra­ba­lho no Lis­bon Stu­dio e não podia estar mais con­tente com a opção.

“I think this is the begin­ning of a beau­ti­ful friendship!”

Mais infor­ma­ções sobre o Lis­bon Stu­dio no futuro sítio na web, no twit­ter e no Face­book.

30 Outubro 2009 | Sem comentários

Parabéns Daniel

Pelos
cinco
anos
a
mudar
de
blog
cada
seis
meses.

28 Outubro 2009 | 5 comentários

HK05

HK

Nove fra­mes de Super8, parte de um work in pro­gress sobre Hong Kong, edi­fí­cios, céu e mani­fes­ta­ções populares.

22 Outubro 2009 | 1 comentário

Oportunidade

Depois de dias intri­ga­dos pela apa­rente ocu­pa­ção do apar­ta­mento vizi­nho, visí­vel atra­vés da roupa a secar no esten­dal, e muito curi­o­sos em encon­trar essas novas pes­soas, des­co­bri­mos, por fim, tratar-se ape­nas da agente imo­bi­liá­ria que, apro­vei­tando a ausên­cia de pro­pri­e­tá­rios, a posse da chave e a exis­tên­cia do elec­tro­do­més­tico, deci­diu pou­par água e luz usando a máquina de lavar roupa da casa que tem para vender.

18 Outubro 2009 | 2 comentários

Um pinguim na garagem

“Vinte e dois anos! Aos vinte e dois, esva­zi­ado de impul­sos, deslocava-me ape­nas, à pro­cura de elo­gios: pre­dava elo­gios. E se era guloso! As peque­nas vitó­rias, sentia-as retum­ban­tes, glo­ri­o­sas, mag­ni­fi­cen­tes — no exacto segundo que as suce­dia. Depois… bem, depois, e afi­nal, já não eram vitó­rias, eram somente mais um sin­toma da minha der­rota. Que eu, eu, sim, eu era uma der­rota con­tí­nua, sobre a qual os outros se diver­tiam, expe­ri­men­ta­vam novas con­di­ções, riam até à exaustão.

O exame ultra­pas­sado, o dinheiro con­se­guido, esta mulher que me sor­risse à mesa de um café, aquela que encon­trasse nos meus bra­ços o difí­cil e lacri­mo­gé­neo orgasmo das viú­vas, esse inte­lec­tual que con­cor­dasse com um qual­quer argu­mento mais arguto, tudo e todos eram acaso, não pas­sa­vam de engano. Como pode­ria alguém, no seu per­feito juízo ou na posse da infor­ma­ção per­ti­nente, diz-me, como pode­ria alguém atribuir-me quais­quer valo­res e competências?”

Quem escreve assim é o luís. Li “Um Pin­guim na Gara­gem” de rajada, em dois dias, e con­ti­nuo a lê-lo cá den­tro, como há muito não me acon­te­cia com um livro.

16 Outubro 2009 | 1 comentário