Xamate

Hoje, em Aveiro, ao des­cer a prin­ci­pal ave­nida da cidade a pé, entrei num wormhole e encontrei-me de novo em 1985 em frente àquela que pro­va­vel­mente era a única ham­bur­gue­ria da cidade. Depois olhei à volta e per­cebi que o wormhole não me tinha trans­por­tado para 1985, mas que tinha tra­zido o Xamate intei­ri­nho para 2009, com a ama­bi­li­dade de lhe ter ins­ta­lado uma esplanada.

14 Outubro 2009 | 6 comentários

Aos candidatos

Ao Miguel, que con­corre pelo Bloco nos Pra­ze­res, e ao Tiago, que con­corre pela CDU na Pena, desejo a melhor sorte para Domingo.
Ao lei­tor inde­ciso que habite numa des­tas duas fre­gue­sias de Lis­boa reco­mendo viva­mente o voto em ambos.

9 Outubro 2009 | 3 comentários

boq

Logótipo boq

boq é um colec­tivo de desig­ners que, desde 2004, inves­tiga e tra­ba­lha em design web, grá­fico e de iden­ti­dade, cami­nhando sobre a linha que separa tec­no­lo­gia e emo­ção, con­trolo e inte­rac­ção, beleza e prag­ma­tismo. Nem sem­pre é fácil, mas para nós é perfeito.

Eu e o Miguel Duarte deci­di­mos ofi­ci­a­li­zar a nossa cola­bo­ra­ção e abri­mos um estú­dio de design.

Chama-se boq.

7 Outubro 2009 | Sem comentários

Alba

Cartaz da apresentação de Alba

O Ale­xan­dre (pai do sobri­nho) apre­senta hoje o seu novo CD — “Alba” — no S. Luiz. Algu­mas das músi­cas deste tra­ba­lho podem ser ouvi­das no MyS­pace. O con­certo é no Jar­dim de Inverno, às 23:30 e a entrada são 5 €.

Encontramo-nos lá?

2 Outubro 2009 | Sem comentários

Parabéns Catarina

Estou muito feliz por me ires repre­sen­tar no hemi­ci­clo. Vai ser a melhor legis­la­tura de sempre!

2 Outubro 2009 | Sem comentários

Saltimbancar

1. Encon­trar casa. Con­cluído
2. Reu­nir bens pes­so­ais espa­lha­dos por qua­tro loca­li­da­des em dois paí­ses dife­ren­tes. Con­cluído
3. Adqui­rir mobi­liá­rio essen­cial em falta. Quase con­cluído
4. Desem­pa­co­tar tudo e tor­nar este espaço nosso. Em curso

Com o tempo e a expe­ri­ên­cia, sal­tim­ban­car dei­xou de ser uma expe­ri­ên­cia caó­tica, para pas­sar a ser um sim­ples ritual de pas­sa­gem, mate­ri­a­li­zado em lis­tas de coi­sas e tarefas.

15 Setembro 2009 | 2 comentários

26 volumes

Qua­tro rolos de fita-cola cas­ta­nha, vinte metros qua­dra­dos de plás­tico de bolhas, dez sacos de plás­tico de 105×85 cm, quinze sacos de plás­tico de 80×55 cm, trinta e qua­tro cai­xo­tes de car­tão cane­lado e uma guia de transporte.

Devi­da­mente emba­la­dos, os per­ten­ces tra­zi­dos e acu­mu­la­dos ao longo do ultimo ano e meio, acumulam-se no hall de entrada à espera de serem agru­pa­dos den­tro de um camião TIR e leva­dos para outras paragens.

27 Julho 2009 | 7 comentários

Do mesmo molde

No S2 de Saba­dell para Barcelona.

En Bel­la­terra entram duas senho­ras ido­sas. Aca­bam de se encon­trar e não se viam há muito. Entram agar­ra­das uma à outra: “Que me ale­gro mucho de encon­trarte, es que ya no nos vía­mos hace tiempo”, e a outra “Y que siem­pre nos encon­tra­mos en el tren”. E avan­çam pela car­ru­a­gem à pro­cura de dois luga­res vagos. Encontram-nos mesmo atrás de mim.

Eu estou can­sado e venho o cami­nho todo meio a dor­mi­tar, mas cada vez que des­perto e me foco na con­versa que as duas senho­ras estão a ter, per­cebo que é de remé­dios que falam. De com­pri­mi­dos para as dores, de um tra­ta­mento que uma come­çou e que dura um ano e de que o marido toma estes e eu tomo aqueles…

Dor­mito mais um bocado e volto a despertar.

“Y tu con­su­e­gra como va?”

“Ya sabes que es una mujer muy difí­cil, siem­pre con sus pro­blema, cui­dando de los perros…”

E eu ouço e dor­mito e ouço e dor­mito e mais ou menos por Sar­riá já me per­gunto se as senho­ras não serão por­tu­gue­sas a con­ver­sar em cas­te­lhano para despistar.

10 Julho 2009 | 2 comentários

A Caixa de Pandora

A Caixa de Pandora

Um belís­simo filme turco sobre a velhice, a morte e a famí­lia. Sobre­tudo acerca da difi­cul­dade que temos em acei­tar que os nos­sos velhos deci­dam sobre os ter­mos em que dese­jam deixar-nos.

30 Junho 2009 | Sem comentários

Bloody Montse

Metem-se três ou qua­tro pedras de gelo num copo alto e enche-se com vodka até cobrir as pedras. Espreme-se metade de uma lima lá para den­tro e junta-se meia dúzia de alca­par­ras e um raba­nete, tudo bem picado. Tempera-se com umas gotas de tabasco e pimenta aca­bada de moer. Por fim enche-se o resto do copo com gas­pa­cho de pacote bem fresco (Alvalle é o melhor) e mexe-se pachor­ren­ta­mente com uma colher.

É mais suave que um Blo­ody Mary, tira a fome e con­diz melhor com a Catalunha.

28 Junho 2009 | 1 comentário