Houve petardos com fartura, cervejas partilhadas com desconhecidos, andar aos pulos na faixa central da Gran Via, gritar “Madrid, cabrón, saluda al campéon”, fogo-de-artifício, entrar e sair de bares e uma alegria contagiante.
Era impossível estar naquele mar de gente e não ser do Barça.
Na Praça da Catalunha, por volta da meia-noite, era mais ou menos isto que se podia ouvir.
28 Maio 2009 | Sem comentários
Ao contrário do Daniel, que torce pelo clube onde joga um gajo que foi do clube dele, eu torço pelo clube da cidade onde moro. Pelo que se passou depois da conquista da Taça do Rei e da Liga Espanhola é fácil imaginar o festalhão que nos espera se o Barcelona ganhar.
27 Maio 2009 | 3 comentários

Afinal o paciente zero do aporcalipse é o Sant Antoni Abat que dá nome aqui ao bairro.
* Obrigado pela fotografia Pedro.
26 Maio 2009 | 1 comentário
Registei o meu nome na internet e decidi estreá-lo com um cartão de visita dois ponto zero.
25 Maio 2009 | Sem comentários

É comum os cantores de ópera serem versados no Alfabeto Fonético Internacional (AFI) para poderem interpretar uma ópera num idioma que não sabem falar. Com os libretos transliterados no AFI e com o acompanhamento de um professor de dicção torna-se muito mais simples para um cantor lírico fazer o seu trabalho: não tem que aprender um idioma novo cada vez que lhe aparece uma obra numa língua que não domina.
O que me fascina, para além do óbvio potencial gráfico de escrever no AFI, é a possibilidade de um alfabeto universal que nos permite reproduzir os sons de uma língua, e assim comunicar, no total desconhecimento da sua ortografia e gramática.
Fonte da imagem: Dibbern, Mary; Bizet, Georges — Carmen. Hillsdale: Pendragon Press, 2000. Excerto do libreto com os versos em AFI, francês e inglês; consultado no Google Books.
20 Maio 2009 | Sem comentários
Voltando às questões da identidade espanhola e do futebol.
Ontem, na final da Taça do Rei entre o Atlético de Bilbao, do País Basco, e o Barcelona, da Catalunha, ambas as claques assobiaram o hino nacional espanhol que se fez ouvir antes do início da partida.
A TVE, que transmitia o jogo em directo, interrompeu nesse momento para um apontamento de reportagem e só passou o hino ao intervalo já com o som limpo de vaias e assobios.
Não deve ser nada fácil manter um país com que uma parte dos seus cidadãos não se identifica.
14 Maio 2009 | 2 comentários

E mais a cascata e o caminho todo até lá a comer rambutões apanhados das árvores.
13 Maio 2009 | 3 comentários
Cuando uno se enfada con la rutina diaria del trabajo, es imposible no buscar el cambio.
10 Maio 2009 | Sem comentários
Mãe do sobrinho: Quem é que dá o leite?
Sobrinho: A baca!
Mãe do sobrinho: Quem é que põe os ovos?
Sobrinho: A galinha!
Mãe do sobrinho: Quem é que faz o mel?
Sobrinho: O tio Guiéme!
Sou oficialmente um tio babado.
7 Abril 2009 | 4 comentários
O final do “Slumdog Millionaire” rebenta a escala em matéria de finais felizes.
Eu não sou grande fã de orgias de felicidade no fim dos filmes, mas parece-me fazer todo o sentido que na Índia as coisas acabem assim.
P.S. Quando na música da coreografia final aparecem meia dúzia de versos cantados em castelhano — Baila, baila! Ahora conmigo, tu baila para hoy! — desatou o cinema todo a rir.
3 Abril 2009 | 1 comentário