A molha

Apanhei hoje a primeira molha dinamarquesa, enquanto ia do atelier para casa a pé. À parte o relativo inconveniente de ficar encharcado, aprendi uma lição muito importante. Se quero aspirar a construir relações sociais neste país, tenho que deixar de parecer um pacóvio da Europa do Sul de cada vez que chove. Isto significa parar de andar encostadinho aos edifícios (nem sequer há grandes varandas), não franzir as sobrancelhas ou semi-cerrar as pálpebras e, sobretudo, nunca andar de pescoço encolhido e cabisbaixo.