A vida escrita

Leio os blogues de pessoas que admiro, pessoas fantasma, a ilusão de um nome com palavras associadas.(…) O traço mais característico desta escrita - e não só, é o elo de quase todas as conversas e base de trabalhos, arte e pensamento - trata-se do vigor referencialista. Ninguém avança com uma ideia ou descrição de uma simples sensação pessoal sem estar automaticamente a citar, a aludir, a referir. Ninguém convoca um problema sem usar como pretexto para início ou totalidade da argumentação um filme ou um livro. A dimensão da imagem observada/lida tem sempre mais força do que o acto presenciado, uma experiência que envolva o sujeito que escreve ou conta.

A Marta acerta sempre onde é preciso.