Ensaio geral

Éramos cerca de quarenta à porta, prontos para assistir ao ensaio geral do espectáculo. O coreógrafo, americano, pouco versado nas dinâmicas do espectador ibérico, vem à porta e dirige-se ao grupo em inglês.

Que nunca tinha tido tanta gente para assistir a um ensaio geral, que nos lembrássemos que não tínhamos pago bilhete, que o que íamos ver era um ensaio, não o objecto acabado, e que a qualquer momento podiam ter que parar e recomeçar de novo ou debater-se com falhas técnicas.

Muito americano.