O ponto

E nada proíbe pensar-se que um dia um negro venha a ser eleito presidente dos Estados Unidos e um branco, presidente da África do Sul. Semelhante eventualidade só parece, no entanto, ser de considerar no fim de um processo eficaz de harmonização interna, de integração e de maturação, quando cada um dos candidatos possa ser julgado pelos seus próprios concidadãos pelas suas qualidades humanas e pelas suas opiniões e não pelas pertenças que herdou. Escusado é dizer que não nos encontramos nesse ponto.” ¹

Dez anos depois parecemos prestes a chegar lá.

¹ MALOUF, Amin - As Identidades Assassinas. Miraflores: Difel, 1999.