Portugal

É outro
o olhar que contempla a espera.
As mãos que cumprimentam a desesperança.
Os braços que abraçam a ausência.
A barriga que se enche do vazio das garrafas.
O peito que respira o desejo improvável.
Os pés que caminham debaixo da calçada.
A boca que fala o alheio.

O corpo, irreconciliado pela distância, não é o mesmo.
É outro, talvez.