Nao ha bolas em Berlim

Entre o Leste e o Oeste amaldiço-o as editoras de mapas que para esquecer a vergonha não representam o antigo traçado do muro, ando quilómetros a pé siderado com uma cidade por descobrir, como porcarias a um euro pasmado com a europa civilizada que nos serve de trás de um balcao a agarrar o folhado com as mãos, bebo chás e cafés e uísques em bares que desejavam ter existido há vinte anos e vou-me convencendo de que o alemão até é uma língua bonita.